Distrito 4710 e 4630 participam de nova Expedição Aldeias para entrega de cadeiras de roda e de banho

Entre os dias 25 e 29 de março último, companheiros dos Distritos 4710 e 4630 participaram de uma nova “Expedição Aldeias”, desta vez no Estado da Bahia, mais especificamente em Porto Seguro. A expedição visou levar mobilidade para os indígenas da região, vivenciar experiências incríveis e compartilhar momentos de companheirismo rotário.

Nessa edição estiveram presentes, o Governador 2022-23 do Distrito 4710, Paulo Roberto Balla e sua esposa, a Primeira Dama Aureliana Balla, o Governador 2022-23 do Distrito 4630, Elói Bonkoski e sua esposa, a Primeira Dama Cintia Bonkoski e o Companheiro Maurilio Barbosa, do Rotary Club de Sarandi-Renascer, que colaborou nas fotos e filmagens.

A comitiva dos dois distritos foi recepcionada pela Equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI/BA-Central, integrada por 3 pessoas: Carmem Pankarau, Diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI), representando o Senhor Secretário Weibe Tapeba, Andrezza Maria Moreira Reis, representando a Coordenação de Atributos e Promoção de Saúde Indígena, que ficou também responsável pela pauta Pessoa com Deficiência (PcD) e Fábio Maciel, representando o Núcleo de Comunicação Social, que também atuou como técnico e filmaker para os registros do evento. Já a equipe de Porto Seguro foi integrada por 5 pessoas: Flávio de Jesus, Coordenador do Distrito, Tavila Guimarães, Chefe da DIASI, Sérgio Bute, Presidente do CONDISI, Luiz Titiah, Assessor Indígena e Noélia Sampaio, Responsável Técnica pelas Pessoas com Deficiência do DSEI - Bahia.

Toda a comitiva hospedou-se no Safira Parque Hotel, em Porto Seguro. Nessa expedição, foram doadas 106 cadeiras de rodas, 30 cadeiras de banho, 100 vestidos novos e centenas de roupas infantis novas e usadas, além de brinquedos e bonecas para as crianças. As doações foram transportadas de Maringá/PR com destino a Porto Seguro e Salvador onde foram entregues aos indígenas das etnias Pataxó, Kiriri, Tupinambá, Kaimbé entre outras.

O Governador Paulo Balla e sua esposa Aureliana fizeram um relato emocionado sobre o evento e deixaram claro que os resultados alcançados, em termos de benefícios ao ser humano, compensam as horas viajadas, o cansaço físico e emocional e a necessidade de deixar de lado a casa, a família e os amigos. Um exemplo disso é uma mensagem recebida de uma enfermeira da equipe da SESAI, que disse ter vivido um momento ímpar na entrega de uma das cadeiras de rodas. O indígena que a recebeu, disse que aguardava essa benção há cinco anos, desde que teve um AVC. Ele disse que “não via a hora de tomar sol e melhorar sua qualidade de vida”! Ela finaliza seu depoimento com a expressão: “por mais projetos assim!”

O Governador Paulo Balla analisou a expedição dizendo que “a ação foi boa, positiva e foi uma experiência diferente. Na primeira comunidade atendida, nós tivemos a oportunidade de conhecer uma aldeia indígena em Porto Seguro, que é urbanizada. Ela fica à margem da rodovia que liga Porto Seguro a Santa Cruz de Cabrália, dentro da cidade, em uma praia, chamada Coroa Vermelha e tem lojas e mercados, administrados por indígenas. A aldeia tem muitos índios, os quais passam por bastante dificuldades, embora sejam bem organizados. Um detalhe observado é que os indígenas ali são muito educados, principalmente o cacique, chamado de Cacique Loro. A segunda comunidade, ainda segundo o Governador Paulo, foi uma aldeia chamada Barra Velha do Monte Pascoal, ao sul do município de Porto Seguro, menos de um quilômetro da costa, entre os rios Caraíva e Corumbau. O território delimitado entre esses dois rios, o mar e o Monte Pascoal a oeste (local onde se deu o Descobrimento do Brasil) é reconhecido pelos pataxós como suas terras tradicionais, as quais abrangem uma área de 20.000 hectares. Para chegar em Barra Velha, percorremos 170 km, sendo praticamente a metade desse trecho em estrada de terra. Uma comunidade com um perfil bem diferente da primeira, com muitas necessidades, muitos cadeirantes e muitos idosos, os quais são literalmente deixados “ao léu” em suas casas. Isso nos deixa ainda mais voltados às razões que nos levam a essas expedições: as pessoas, principalmente os idosos e as crianças, que precisam de cadeiras de roda e de banho (nós demos 30 cadeiras de banho nessa expedição e o Distrito 4630, deu 106 cadeiras de roda)”.

A esposa do Governador, Aureliana Balla, também fez uma avaliação do evento: “Quando chegamos em uma aldeia indígena, a gente vai sem saber o que vai encontrar, com expectativas e ansiedade; e cada aldeia é diferente uma da outra. Nós já fomos em aldeias em que os índios eram mais hostis, ou pra ser mais exata, mais fechados, antissociais, por sua própria cultura, naturalmente. Já essa expedição à Bahia, superou todas as nossas expectativas. Embora tenhamos sido recepcionados já na praia, onde nos aguardavam a comitiva da SESAI e outros técnicos e indígenas, parece que “juntou” os índios completamente urbanizados, na aldeia Coroa Vermelha e a simpatia característica do povo baiano. São muito simpáticos, hospitaleiros, extremamente alegres e sociáveis, a começar pelo cacique Loro, que nos acompanhou em tudo o que fizemos, nos deixou totalmente a vontade e fez de tudo para que nos sentíssemos em casa. A cada lugar que íamos, era um presente aqui, uma surpresa ali e outra lembrança acolá. Assistimos apresentações culturais e danças dos índios da etnia Pataxó (Pataxó significa água da chuva batendo na terra, nas pedras, e indo embora para o rio e o mar). E um detalhe que nos chamou a atenção é que nessa primeira aldeia, da Coroa Vermelha, quando chegávamos com as cadeiras nas casas, a alegria das pessoas era algo impressionante. Levavam as mãos aos céus, sorriam e choravam, mostrando uma emoção muito grande por viverem um momento há muito sonhado e aguardado. Nessa aldeia, o cacique Loro nos acompanhou ao monumento que representa o local onde foi realizada a primeira missa no Brasil, à época do descobrimento e presenteou o Governador Paulo com um autêntico Tacape (um artefato usado como arma, para abater a golpes um adversário ou animal). Já na segunda aldeia, a de Barra Velha, fomos recepcionados em uma escola antiga da aldeia, mas com um pátio imenso e uma área coberta também imensa, a comunidade muito bem estruturada e organizada. Nessa aldeia fizemos distribuição de brinquedos e bonecas para as crianças e vestidinhos. Foi uma nova e gratificante surpresa quanto à hospitalidade e receptividade dos índios dessa aldeia e também ao vivermos as emoções de quem recebeu as cadeiras, como quem espera há muito um sonhado presente. É muito gratificante olhar o sorriso e a satisfação no semblante deles. Isso resplandece em seus olhos, no sorriso incontido e verdadeiro e nos gestos de carinho e agradecimento que sempre acompanham esses momentos. Foi muito bom podermos viver mais uma vez essa incrível experiência”, finalizou ela.

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